Bioma Mata Atlântica

Datas:

1º Módulo: 17, 18, 19 e 20/08/17

2º Módulo: 06, 07 e 08/10/17

3º Módulo: 24, 25 e 26/11/17

A turma Bioma Mata Atlântica será realizada no Assentamento Amaraji, município de Rio Formoso na Mata Sul pernambucana, há 95,3 km de distância do Recife. A região é tradicionalmente ocupada pelo cultivo da cana-de-açúcar para as usinas de produção de açúcar e álcool. A partir da década de 1990, fruto da luta pela terra, vários engenhos de cana transformaram-se em assentamentos rurais. O Engenho Amaraji tornou-se assentamento em 1998, possui 94 famílias assentadas e várias delas praticam a agrofloresta. Desde 2006 as famílias assentadas recebem assessoria do Centro Sabiá. O Assentamento tem áreas de Mata Atlântica secundária e faz limite com áreas de manguezais do Rio Formoso e Rio Ariquindá, e também é cortado pelo rio União que deságua no Ariquindá. Vários dos assentados e assentadas são agricultores e agricultoras e também pescadores e pescadoras. No Assentamento Amaraji também foram desenvolvidas práticas de reflorestamento de nascentes e matas ciliares com agroflorestas.

A família de Dona Maria da Guia e Seu Ailton da Paz será uma das famílias que irá acolher a turma do Bioma Mata Atlântica. Foi uma das primeiras famílias a fazer Agricultura Agroflorestal no Assentamento Amaraji e recuperou nascentes em sua parcela com a implantação de Agroflorestas. A Agrofloresta da família é de estrato alto com muitas frutas que são beneficiadas por Dona Maria e a sua filha Cleonice Maria, na forma de doces e polpa de frutas, que comercializam nas feiras agroecológicas dos municípios de Rio Formoso e Tamandaré.



Bioma Caatinga – Agreste Central

Datas:

1º Módulo: 10, 11, 12 e 13/08/17

2º Módulo: 29,30/09 e 01/10/17

3º Módulo: 10, 11 e 12/11/17

Os módulos da turma do Bioma Caatinga – Agreste Central serão realizados nas comunidades de Pedra Branca e Queimadas, município de Cumaru – PE, no Semiárido pernambucano, distante 123 Km do Recife. As comunidades de Queimadas e Pedra Branca são comunidades de agricultura familiar tradicional, onde a maioria dos agricultores e agricultoras plantam os seus roçados na época das chuvas e criam animais. Com a assessoria do Centro Sabiá, as famílias implantaram diversas tecnologias de convivência com o Semiárido: cisternas de 16.000 litros, cisterna calçadão, barragem subterrânea, estoque de forragem e Agroflorestas, que produzem alimentos para as famílias e forragem para os animais. Em 2016, a comunidade de Pedra Branca conquistou uma Casa de Sementes onde as famílias guardam as sementes crioulas que serão utilizadas nos roçados e Agroflorestas. Nos últimos seis anos, estas comunidades passaram por uma longa estiagem e nas últimas chuvas, em 2017, observa-se a grande capacidade de recuperação das áreas de Agroflorestas implantadas.

A família de Joelma Pereira e Roberto Pereira será um das famílias que irá acolher a turma do Bioma Caatinga - Agreste. Eles moram na comunidade de Pedra Branca, em Cumaru-PE, localizado no Agreste Setentrional. Na propriedade, de pouco mais de dois hectares, a família desenvolve um trabalho com sistemas agroflorestais nos arredores de casa que está se expandindo por toda área. A família possui várias tecnologias sociais como cisternas, biodigestor, bioágua e geodesia, todas conectadas com os diversos subsistemas da propriedade. A principal atividade desenvolvida pela família é a criação de animais com bovinos, ovinos, caprinos, suínos, aves e abelhas de ferrão e sem ferrão. A produção é para o consumo da família e comercialização.

Assim, para a produção de alimentos para os animais a família plantou palma em quase toda área da propriedade e nesse período consorciou com milho, sorgo forrageiro, feijão guandu e plantas de maior porte como gliricídia, leucena, maniçoba e plantas nativas da Caatinga. O Sistema Agroflorestal mesmo estando em um estágio bem avançado sofreu perdas em virtude do período de seca dos últimos seis, mas na avaliação da família este é um sistema mais resiliente que os demais e uma estratégia para enfrentar as mudanças no clima.

Bioma Caatinga - Sertão do Pajeú

Datas:

1º Módulo: 03, 04, 05 e 06/08/17

2º Módulo: 23,24 e 25/09/17

3º Módulo: 27, 28 e 29/10/17

Os módulos da turma do Bioma Caatinga – Sertão do Pajeú serão realizados nas comunidades de Enjeitado e Carnaubinha, município de Triunfo, e Lagoa da Favela, município de Flores – PE, ambas no Semiárido, distante 400 Km do Recife. As comunidades desse território, que é formado por 20 municípios, têm como base a prática da agricultura familiar tradicional, onde a maioria das famílias cultivam milho, feijão, abóbora, melancia e macaxeira no período das chuvas e criam pequenos animais. O Centro Sabiá atua no Sertão do Pajeú desde 1993, onde desenvolve ações voltadas para iniciativas, práticas e construção do conhecimento agroecológico, entre esses a implantação de Sistemas Agroflorestais, como alternativa para a produção saudável de alimentos, forragem e de espécies lenhosas. Os SAFs se configuram numa estratégia para a convivência com o Semiárido, inclusive considerando os últimos seis anos que foram de severa estiagem, onde esses sistemas demonstraram grande capacidade de resiliência.

Uma das famílias que irá acolher o curso será a de Dona Raimunda e Seu Antônio do Velho. O agroecossistema da família fica na comunidade Enjeitado, município de Triunfo, às margens do Rio Pajeú, com uma área de 24 hectares, onde a família desenvolve práticas agroecológicas, entre eles um Sistema Agroflorestal (SAF), integrado aos demais subsistemas, contemplando a produção de alimentos, forragem, madeira e criação de pequenos animais, além da função desempenhada pelo SAF de proteção ao Rio, fortalecendo a recomposição da mata ciliar.