Juventude em Prosa

Caravana Estadual Juventudes do Semiárido do Ceará, conta com a participação da CJMA

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10/07/2019

Foto: CJMA

Por Tatiane Faustino

Cerca de 300 jovens participaram da Caravana Estadual Juventudes do Semiárido do Ceará no Hotel Recanto Wirapuru nos dias 15 a 17 de junho de 2019, no intuito de promover debates acerca da agroecologia, convivência com o semiárido, educação contextualizada, raça e etnia, diversidade sexual, reforma agrária e sucessão rural. O encontro foi idealizado pelo Projeto Paulo Freire após a realização de quatro edições em territórios assistidos pelo projeto em 31 municípios cearenses desde o último ano.

O painel de abertura “Juventudes, Agroecologia e Democracia” reuniu a socióloga e vereadora Maria Divaneide Basílio; o sociólogo e membro do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios Thiago de Holanda; o coordenador da Articulação do Semiárido Marcos Jacinto; e a jornalista Monyse Ravena. No dia seguinte, as sete Tendas das Juventudes aperfeiçoam o debate e incluem os assuntos: segurança alimentar, diversidade sexual, reforma agrária e sucessão rural e o acesso às políticas públicas. 

Foto: CJMA

Também aconteceu o painel “Auto-organização das juventudes do campo”, com representantes: da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) – Regilane Alves; Tatiane Faustino da Comissão de Jovens Multipilicadores/as da Agroecologia de Pernambuco/Centro Sabiá; Milena Camelo da Fetraece e Miguel Braz do Levante Popular da Juventude e Movimento dos Sem Terra. A programação se encerrou com ato cultural no Centro Cultural Dragão do Mar. No último dia, teve um Percurso Multicultural, visitando equipamentos culturais e de Fortaleza, e a aprovação da Carta das Juventudes do Semiárido.

Eu como jovem, mulher rural me senti muito honrada em participar da mesa auto organização das juventudes rurais, onde falei sobre a CJMA, sua trajetória de 14 anos, seus territórios, sua diversidade de pessoas, culturas, produção agroecológica e familiar. Destacando como foi importante a metodologia e o processo de assessoria desenvolvido pelo Centro Sabiá. E que esse processo de auto organização contextualizadas aos jovens do campo se tornam capazes de formar pessoas para vida e para os espaços públicos, assim construindo estratégias de sustentabilidade, comunicação e da diversificação das pluriatividade das juventudes nos seus territórios. Me senti emocionada em falar sobre os valores, as lutas campesinas, as minhas raízes de mulher rural.