Juventude em Prosa

FLORADA DOS IPÊS COLOREM A CAATINGA

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19/11/2019

Foto: Tatiane Faustino da Silva 

Por Gildo Jose da Silva, jovem multiplicador da agroecologia do Sitio Sobrado, município de Jataúba-PE.

Outubro é o auge da florada dos ipês, são diversas cores que colorem a caatinga, em meio à vegetação seca, o amarelo, o roxo, o rosa,  são as cores mais encontradas na região, as mesmas destacam-se e transformam as paisagens acinzentadas em cartões postais temporários da Caatinga. No município de Jataúba, os ipês são conhecidos por caibrera (Ipê amarelo) e pau d´arco (Ipê rosa) sua floração vai de junho a novembro, mais tem o mês de outubro como auge da florada.  Os ipês são caducifólias, ou seja, perdem todas as folhas que são substituídas por cachos de flores de cores intensas. São árvores de grande porte que gostam de calor e sol pleno, sendo assim, se explica a grande quantidade de ipês nas regiões de sertão, agreste e Cariri. Nessa época, o agreste e sertão pernambucano e Cariri Paraibano, formam um imenso bosque de ipês, já que essas três regiões fazem limites.

Atualmente, o pau-brasil é a árvore nacional e o Ipê é considerado a flor nacional. Suas flores possuem forma de funil, como se fossem uma cornetinha, podem ser elas amarelas roxas, rosas, brancas e até verdes, começando pela cor roxa e rosa, depois o amarelo e por último o branco. Elas caem no decorrer de uma semana, cobrindo o chão com a sua cor. O nome ipê origina-se da língua indígena tupi e significa casca dura. O mesmo também é conhecido como pau d’arco, porque antigamente os índios utilizavam a madeira dessas árvores para fazerem os seus arcos de caça e defesa. Ou seja, há muito tempo o ipê é utilizado como matéria prima em razão da boa qualidade da madeira.

Foto: Tatiane Faustino da Silva 

Além de belos os ipês são místicos, sendo usada no semiarido para procurar água no subsolo. Na teoria, a técnica é bem simples... Basta segurar a forquilha, de madeira, com as palmas da mão para cima, fazendo uma pequena pressão para entortar as extremidades para fora. Quando a ponta da vareta se mexer é porque você está passando por cima de água subterrânea. Pelo menos é nisso que acreditam os adeptos da chamada radiestesia, palavra que significa “sensibilidade às radiações” em sua origem grega. “Isso funciona porque todas as pessoas têm a capacidade de perceber, inconscientemente, as radiações do ambiente, como as que são produzidas pela água em movimento. Elas geram impulsos musculares que acabam se refletindo na forquilha”, afirma Sérgio Areia, presidente da Associação Brasileira de Radiestesia (Abrad).

O problema é que a ciência até hoje não conseguiu comprovar se essa técnica realmente funciona. Mesmo assim, quem bota fé no método acha que as pessoas podem aperfeiçoar sua sensibilidade natural a ponto de fazerem descobertas cada vez mais precisas. Seria possível, por exemplo, estabelecer a profundidade do lençol freático a partir do número de vezes que a forquilha se mexe. Os céticos duvidam. É possível encontrar água a profundidades de até 200 metros. A engenharia com suas grandes tecnologias duvidam que isso funcione, mais a ciência popular tem toda certeza que funciona e continuam achando água no subsolo.