Juventude em Prosa

Jovens da Agroecologia participam de uma oficina sobre Formação Política e Comunicação

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02/08/2016


Encontro aconteceu no Recife e reuniu jovens do Agreste, do Sertão
e da Zona da Mata | Foto: Sara Brito/Acervo Centro Sabiá

Por Dyovany Otaviano, Dayara Gomes, Renata Soares e Carlos André (Jovens Multuplicadores da Agroecologia)

Nos dias 28 e 29 de julho de 2016, com o apoio do Centro Sabiá aconteceu uma oficina de Formação Política e Comunicação na CUT em Recife-PE, objetivando sensibilizar as/os jovens participantes do projeto Juventude e Agroecologia para a reflexão e debate sobre a comunicação como ação política e de resistência, como foco nas suas realidades. O evento contou com um público de 25 pessoas entre jovens e técnicos da Zona da Mata, do Agreste e do Sertão pernambucano participantes do projeto Juventude e Agroecologia.

No primeiro dia foi feita uma análise de conjuntura da comunicação com relação à mídia, poder e política. A educadora popular Rosa Sampaio falou da comunicação como um direito conquistado que deve apresentar a população informações de qualidade. No entanto, ainda segundo Rosa Sampaio, a lógica da comunicação hoje no Brasil baseia-se conforme os interesses econômicos e de poder, pois o que se tem e se vê é uma mídia voltada para o mercado.

Para o jovem Carlos André do município de Riacho das Almas e coordenador da Comissão dos Jovens Multiplicadores da Agroecologia (CJMA), o encontro de formação política e comunicação possibilitou aos participantes uma grande oportunidade de adquirir novos conhecimentos para o fortalecimento de suas lutas nas bases comunitárias. Foi trabalhada a parte conceitual e histórica da comunicação no Brasil onde foi possível concluir que o nosso país precisa evoluir de forma significativa no conceito de mídia democrática.

Ainda segundo o jovem Carlos André, os meios de comunicação do Brasil são dominados por meia dúzia de famílias e por grandes “coronéis” da política nacional, isso dificulta o acesso à informação, pois as mesmas são selecionadas e repassadas para a população de acordo com os interesses da elite e de grandes oligarquias políticas.

A partir da análise e discussão de textos de jornais, de internet e notícias sobre o universo da juventude rural e de como a realidade da mesma é apresentada e representada pela grande mídia e a partir das instruções sobre as ferramentas para produção de texto em site, blogs e boletins impressos; os jovens participantes de cada microrregião escreveram um boletim eletrônico, onde abordaram temáticas relacionadas à sua vivência e realidade.

No segundo dia houve um debate sobre a internet e mídias sociais, onde a educadora popular Rosa Sampaio destacou a importância da ética e responsabilidade que se deve ter quanto ao uso das redes sociais. É preciso ter cuidado, ser crítico e

reflexivo com relação ao que se curte e compartilha na internet. Também foi dada instruções sobre como produzir textos para postagens nas mídias sociais, como por exemplo, perfis, páginas e escolha de imagens, assim como, mostrar dados e informações de página e de como monitorá-la.

Com relação ao evento como um todo, a jovem Renata Soares do município de Cumaru e membro da Comissão de Jovens Multiplicadores de Agroecologia afirma que este foi de grande importância porque teve mais uma noção de como usar as redes sociais para atingir um público que ainda não sabe da grande importância que as redes sociais tem. Sabemos também que a gente tem que postar fotos com legendas informativas para que as pessoas saibam onde e como está acontecendo aquela foto e entre coisas como o reencontro de amigos onde a gente trocou informações, experiências e tirou as dúvidas possíveis que a gente tinha.

O jovem Carlos André relata o seguinte: o encontro me proporcionou um grande aprendizado, eu, enquanto presidente da Associação Comunitária do Sítio Rendeiros e membro da Comissão de Jovens Multiplicadores da Agroecologia, saio da formação com a missão de multiplicar todos esses conhecimentos para que possamos organizar e construir nossas lutas enquanto jovens do campo.