Juventude em Prosa

Jovens da CJMA multiplicando seus conhecimentos para além das fronteiras de PE

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09/07/2019

Foto: CJMA

Por Tatiane Faustino

Entre os dias 29 e 30 de maio de 2019, aconteceu na Câmara de Vereadores da cidade de Ouriçangas, no estado da Bahia, à abertura do Projeto Quintal Produtivo e Sistemas de Composteiras Orgânicas com o Grupo de Arte-Educação, esporte e Cultura (GAEC). Contou com a participação de 12 jovens, e mais Gildo José e eu (Tatiane Faustino) que fazemos parte da Comissão de Jovens Multiplicadores/as da Agroecologia de Pernambuco. Durante a palestra aconteceu debates e práticas sobre agroecologia, convivência com o semiárido, Políticas Públicas de Juventude do Campo, economia solidária, desenvolvimento sustentável e alternativas de trabalho para a Juventude Rural. A metodologia utilizada foi organizada em forma de provocações para fomentar os debates e práticas, para que houvesse o máximo de participação dos jovens presentes. De forma didática e interativa em campo foram construídas 12 tecnologias: Composteira de campo, composteira de balde, canteiro econômico, filtro biológico, pluviômetro, horta vertical, defensivos naturais, galinheiro móvel, ninho em baldes, gotejamento para frutíferas a partir de garrafas pet, bebedouros para aves, e hidropônia com o milho para alimentação de aves, com ampla abordagem sobre o conceito do Semiárido e agroecologia voltado para o panorama regional e local. 

Foto: CJMA

“As experiências desenvolvidas provam que a partir das tecnologias sociais é possível formular bases estruturais do desenvolvimento rural, gerar segurança alimentar e renda no Semiárido. Elas revelam a possibilidade de estabelecer novas relações com nossas propriedades e com a convivência com Semiárido”. Afirmou Gildo José, que facilitou as atividades juntamente comigo.

Para mim, o debate, as práticas e socialização das experiências e dos saberes entre os/as jovens apresentou os desafios para os/as Jovens do Semiárido e construiu estratégias de resistência a partir das vivências cotidianas em nossos territórios. O sentimento maior desses dias é que nós, a Juventude Rural, afirmamos e desejamos continuar no campo queremos nossos territórios livres dos agrotóxicos e do agronegócio. Queremos permanecer no campo, produzindo alimento saudável com práticas agroecológicas, protegendo assim nossa casa comum e que mais do que nunca é necessário avançar nas práticas agroecológicas e na organização das juventudes dos campos”.