Juventude em Prosa

Juventudes presentes na Capacitação em Mapeamento Participativo

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06/06/2019

 

 

Por: Tatiane Faustino, jovem multiplicadora da agroecologia, município de Serra talhada/PE.

 

foto: Francisco Barbosa

 

Entre os dias 06 a 09 de maio de 2019, aconteceu no município de Sobral, estado do Ceará, a Capacitação em Mapeamento Participativo que foi um desdobramento do Intercâmbio de Saberes da América Latina que aconteceu no segundo semestre de 2018 na Argentina. A oficina foi facilitada por Paola Alejandra Marozzi Mo, da organização Fundapaz da Argentina. O objetivo do treinamento foi, especialmente, à troca de experiências e compartilhamento de conhecimentos práticos sobre a metodologia de mapeamento participativo entre diferentes instituições, organizações e comunidades do semiárido brasileiro.  Participaram desta oficina as mesmas instituições e coletivos que estiveram no Intercâmbio de Saberes da América Latina, tendo em vista que esta foi um desdobramento da primeira e tal ação foi pensada entre as instituições brasileiras na ocasião da construção dos Planos de Inovações, pós intercâmbio. Vale destacar que existe uma iniciativa bem bacana na metodologia das ações da Plataforma Semiáridos, que é disponibilizar para os grupos participantes dos processos, um apoio financeiro para que eles/as possam replicar os aprendizados em suas comunidades e no caso dos brasileiros, escolheu-se fazer esta atividade prática de maneira coletiva, tendo em vista que na ocasião do Intercâmbio de Saberes, não foi possível aprofundar estes aspectos. E é desse histórico que surge a Capacitação sobre mapeamento que contou com representação dos estados da Bahia, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Ceará. As principais aprendizagens foram: Funcionalidades básicas do GPS, transferência e exportação de dados do GPS para o computador, baixar de pontos do GPS no programa Google Earth, edição, linhas e polígonos, além de elaboração de mapas simples. O treinamento oportunizou uma visita prática a comunidade Batoque no município Pacujá/Ceará. Na visita foi feito levantamento de pontos de GPS para elaboração de mapa. Também foi desenhado um mapa físico com os moradores da comunidade, na intenção de gerar conhecimentos a partir dos seus olhares e vivências, assim fortalecendo o sentimento maior de apropriação territorial. O intercâmbio foi uma realização do Centro Sabiá, do Centro de Estudos de Trabalho e Assessoria ao trabalhador (CETRA), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do instituto Internacional Internamericano de Cooperação para Agricultura, do Programa Semear Internacional e da Plataforma Semiáridos. Para mim, Tatiane Faustino, membra da Comissão Jovens Multiplicadores/as da Agroecologia de Pernambuco, a oficina despertou o sentimento que o mapeamento participativo pode ser usado em diferentes situações da vida comunitária, seja no campo das demandas de recursos naturais das famílias, ou para identificar onde estão os recursos no território, nas comunidades, podendo também ser usado na resolução de conflitos e até elaboração de políticas públicas. E para Janaina Ferraz, assessora das juventudes do Centro Sabiá, a oficina de fato cumpriu o seu papel, especialmente do ponto de vista de ser bem prática, ensinando como fazer o mapeamento, equipamentos, programas, metodologias e tantas outras questões. “Saio bem feliz e grata, especialmente por ter visitado a comunidade quilombola de Batoque, a comunidade da Josely, foi muito emocionante ver a luta e resistência daquele povo. Desde a recepção com músicas da ancestralidade deles, com o toque do atabaque e o envolvimento de crianças, adolescentes, jovens e adultos... foi muito mágico e alimentador. Além do banho no rio que foi maravilhoso, sou muito grata ao Sabiá pela oportunidade e também a todos que partilharam estes dias juntos, trocando, aprendendo e ensinando”.