Juventude em Prosa

Teoria e prática na oficina de Formação Política e Comunicação

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03/07/2017

Por Franceli Gomes (Comissão de Jones Multiplicadores/as de Agroecologia)

Nos dias 30 de junho e 1 de julho de 2017, a Comissão de Jovens Multiplicador/as de Agroecologia participou de uma Oficina de Formação Política e Comunicação na Zona da Mata Sul de Pernambuco, mas especificamente no Município de Tamandaré. O encontro faz parte do projeto Juventude e Agroecologia: Conquistar direitos e meios de vidas sustentáveis, executado pelo Centro Sabiá em parceria com a cooperação internacional terre des hommes schweiz. Estavam presentes jovens dos territórios do Sertão do Pajeú, Agreste e Zona da Mata e técnicas do Centro Sabiá.

O objetivo da oficina foi: “Conquistar direitos e meios de vida sustentável para reflexão e debate sobre a comunicação como ação política e de resistências, com foco nas realidades vivenciadas por estes/as em seus territórios utilizando a fotografia como instrumento de luta e visibilidade.”

A oficina teve a participação de Eric Gomes, fotógrafo e colaborador do Mídia Ninja, que facilitou a oficina de fotojornalismo e do contar histórias com fotografias. Vários pontos foram abordados na oficina, tais como: entender a importância da legenda, produzir texto para contextualização de imagens, as formas de contar uma história, como ler uma imagem (uma imagem pode contar várias histórias, pois sem legenda ela pode ter vários sentidos), o celular como ferramenta de trabalho, fluxo de trabalho, distribuição de produção, responsabilidade com os resultados da publicação e a inexistência da imparcialidade.

Depois de toda essa introdução, os jovens desenvolveram uma foto-reportagem com quatro experiências da Zona da Mata Pernambucana. Os jovens presentes dividiram-se em quatro grupos e foram conhecer as experiências de Joeli Maria, da comunidade Quilombola de Siqueira, no município de Rio Formoso; Geisyane de Paula, também da Comunidade Quilombola de Siqueira, município de Rio Formoso; Gideão Patrício que mora no Assentamento Amaraji, também no município de Rio Formoso; e a de Elizabete Silva, do Assentamento Jundiá de Cima, no município de Tamandaré. As experiências abordaram os seguintes temas: comunicação, acesso a água, relação com as famílias, movimentos sociais, produção, beneficiamento, comercialização, artesanatos, negritude, povos de comunidades tradicionais, quilombolas, indígenas, pescadores, mulheres, juventudes e muitos outros. De todas as experiências visitadas foram feitas fotorreportagem que serão publicadas para dar visibilidade às experiências agroecológicas da região e também servirão como vivências para os jovens que as vivenciaram.