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27 Anos plantando mais vida ara um mundo melhor

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17/07/2020

Foto: Fabio Erdos / Acervo do Centro Sabiá 

VIVA O CENTRO SABIÁ

27 ANOS PLANTANDO MAIS VIDA PARA UM MUNDO MELHOR

Por Edna Maria N. Silva, Educadora Popular e atual presidenta do Centro Sabiá.

Os Povos Originários se tratam entre eles como “Parentes”, peço licença aos irmãos e irmãs indígenas para usar esse termo nessa carta, pois é assim que me sinto no Sabiá, “Parente” de todas as pessoas que fazem parte dessa Instituição, técnicos/as, equipes, diretoria, conselho fiscal, associados/as, amigos/as, parcerias.

Tenho acompanhado o Centro Sabiá desde o nascimento até seus 27 anos, toda uma vida dedicada ao amor pela terra nossa “Mãe Pachamama”, amor pela agricultura familiar, amor e compromisso com a luta dos trabalhadores rurais por reforma agraria, democratização da água, comida de verdade e de qualidade para todas as pessoas, amor pelos sistemas agroflorestais.

Como Sócia, Benzedeira e aprendiz de Raizeira, ligada ao mundo das terapias integrativas e holísticas, percebo como é importante o trabalho do Centro Sabiá contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar de base agroecológica como jornada de autocura das pessoas utilizando argila, flores, folhas, frutos, sementes, orvalho, água, nascentes, plantas medicinais, completamente livres de agrotóxicos.

Agora no mundo pós-pandemia refletindo sobre o mundo que queremos, estamos em casa em silêncio procurando escutar a voz da Natureza que diz: “toda vida animal, vegetal, mineral é importante”, retornem para casa, para a alimentação saudável, para a vida desacelerada, para os remédios caseiros, fitoterápicos, cosméticos naturais, chás e infusões, homeopatia, vegetarianismo-veganismo, medicina da floresta, naturopatia, para a vivência de uma “espiritualidade experienciada em comunhão com a Natureza e o Cosmos”. 

É isso que o Centro Sabiá faz há 27 anos, e agora precisa tocar o coração dos sobreviventes descontentes e convidá-los a integrar o “bloco dos naturebas, da agroecologia, água para todos, comida de verdade que é o bloco da fartura, da celebração da VIDA”.